O postulante a uma cadeira no Senado por Alagoas, o médico cardiologista Dr. Wanderley (MDB), apresentou durante sabatina da TV Ponta Verde, realizada na sexta-feira (4), um conjunto de propostas que vão de uma reestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS) a medidas específicas de combate à violência de gênero.
A saúde foi apontada como o eixo central da campanha. Para o ex-vice-governador, a rede pública precisa ser modernizada para responder às doenças que mais atingem a população, como cardiopatias, câncer e traumas. Ele defende a revisão do pacto federativo entre União, estados e municípios, a profissionalização dos gestores para evitar desperdícios e a valorização dos profissionais da área como forma de reduzir as filas de atendimento.
Wanderley lembrou sua contribuição histórica para a medicina alagoana, tendo realizado o primeiro transplante cardíaco do estado em 1989 e participado da criação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
Na área de segurança, o candidato pregou a integração entre as polícias municipal, estadual e federal, com prioridade para ações preventivas. Sua proposta mais polêmica foi o compromisso de apresentar, já nos primeiros meses de mandato, um projeto de lei que reserve a magistradas e promotoras o julgamento de processos envolvendo agressão masculina contra mulheres.
O candidato se manifestou ainda contra o endurecimento geral de penas, incluindo a prisão perpétua, argumentando que o Brasil já dispõe de legislação suficiente e que o problema está na falta de cumprimento efetivo das leis.
No campo econômico, ele elogiou a simplificação trazida pela reforma tributária, mas identificou a taxa básica de juros como o maior obstáculo ao orçamento público e ao crescimento. Para Wanderley, a redução dos juros é condição necessária para que sobrem recursos para investimentos sociais.
O desenvolvimento regional também esteve entre os temas. O candidato defendeu a expansão da infraestrutura hídrica, citou o Canal do Sertão como vetor do agronegócio e comemorou a chegada da Embrapa Alimentos a Alagoas, destacando o potencial da unidade para otimizar o uso da água na produção de alimentos e no abastecimento.
Sobre saneamento, propôs o acompanhamento rigoroso das concessionárias privadas para que as metas de universalização sejam atingidas até 2035. Na educação, sugeriu a criação de estruturas regionais de apoio a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e defendeu a qualificação profissional de jovens por meio do Sistema S e o fortalecimento das escolas públicas em tempo integral, sem necessidade de novas mudanças na legislação trabalhista.
Ao encerrar a sabatina, o candidato resgatou seus mais de 50 anos de atuação na medicina e pediu o voto do eleitorado para representar Alagoas no Senado.









