Os advogados dos principais envolvidos no caso Master e de políticos ligados ao escândalo do INSS já se articulam para apresentar pedidos de nulidade e suspeição contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A informação foi divulgada pela jornalista Daniela Lima durante o programa Pulso Político, do Canal UOL.
De acordo com a apresentadora, relatórios de inteligência elaborados pela Polícia Federal registraram o que agentes da corporação consideraram uma atuação fora do padrão por parte do relator. Esse material, segundo Daniela, abriu espaço para uma série de manifestações no STF que podem contestar a validade das investigações em curso.
Entre os nomes que devem entrar com as petições está o do senador Weverton, apontado como um dos políticos envolvidos no escândalo do INSS. As ações terão como base os documentos divulgados recentemente.
Apesar do potencial impacto, outros colunistas do UOL ponderaram sobre o peso jurídico do relatório. Marcela Mattos destacou que o próprio documento traz ressalvas, indicando que não possui caráter decisório nem valor probatório, tratando-se de juízos elaborados pelo analista responsável. Já João Paulo Charleaux questionou como um relatório interno, possivelmente exploratório e inconclusivo, teria chegado às mãos de um ministro e se tornado base de acusação contra outro colega da Corte.
Daniela Lima explicou que os relatórios de inteligência seguem uma norma interna da PF e funcionam como insumo para a própria corporação, com o objetivo de aprimorar processos e sinalizar riscos. Segundo ela, o material reúne relatos de pelo menos quatro integrantes da PF sobre decisões sigilosas de Mendonça que, na visão deles, estariam dificultando o trabalho das investigações.
A apresentadora afirmou que o documento reúne episódios que vão de suspeitas de vazamento e direcionamento de apurações a conversas diretas entre o ministro e advogados de investigados, incluindo supostas propostas de delação premiada. Para Daniela, o conjunto abre caminho para pedidos de nulidade, arquivamento de inquéritos e suspeição do relator, o que pode comprometer a responsabilização dos envolvidos nos dois casos.









