A OpenAI apresentou oficialmente o GPT-6 Astra, seu mais novo modelo de linguagem, e admitiu que a ferramenta é a primeira da companhia a alcançar um patamar considerado crítico em cibersegurança. Segundo a empresa, o sistema representa o estado da arte em navegação na web, engenharia de software, segurança digital, ciência e tarefas profissionais.
Em comunicado, a OpenAI informou que conduziu novas avaliações e que o Astra demonstrou habilidades avançadas a ponto de configurar um risco significativo no campo da segurança cibernética. Nas mãos de pessoas mal-intencionadas, o modelo poderia ajudar na identificação de falhas exploráveis para roubo de dados e outras ações prejudiciais.
Um dos pontos que mais preocupou os pesquisadores foi o alto grau de autonomia do sistema na execução de atividades, o que amplia o perigo associado ao uso indevido. O Astra não se limitou a reconhecer vulnerabilidades já catalogadas: ele também descobriu falhas inéditas em navegadores e sistemas operacionais. Em um dos experimentos, o modelo localizou uma brecha em um navegador, driblou as barreiras de proteção e executou comandos no computador. Em outro teste, identificou uma falha em sistema operacional e conseguiu elevar privilégios de um usuário comum ao nível máximo dentro da máquina.
Para a OpenAI, trata-se do primeiro modelo classificado nesse nível de risco, o que demanda proteções mais robustas tanto na fase de desenvolvimento quanto antes do lançamento ao público. A empresa destacou que o Astra não vai agir por conta própria para atacar sistemas, mas que os testes confirmaram sua capacidade de encontrar vulnerabilidades e explorar falhas de forma autônoma, sem a necessidade de指挥 humana em cada etapa.
A OpenAI afirmou que está reforçando o Astra com mecanismos extras de segurança. O modelo foi treinado para negar pedidos ligados à descoberta e exploração de vulnerabilidades, e pode pausar ou interromper automaticamente tarefas que pareçam potencialmente perigosas. A companhia reconheceu, porém, que o sistema pode errar ao sinalizar atividades legítimas como tentativas de uso indevido.
Nos testes comparativos, o Astra também se mostrou mais poderoso que o GPT-5.6 Sol, atual modelo mais avançado do ChatGPT. Diante de solicitações proibidas na área de segurança digital, o novo modelo recusou mais de 90% dos pedidos, contra 59% do antecessor — diferença atribuída ao maior potencial do Astra, que exige controles mais rígidos.
Lançado na última quinta-feira (3), o GPT-6 Astra chegou inicialmente apenas para um grupo restrito de empresas, o que gerou reclamações em redes sociais de usuários que aguardavam acesso imediato. A OpenAI afirmou que a liberação será gradual nos próximos dias para assinantes dos planos ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise, além de chegar à API e a outras plataformas.


