Um estudo divulgado recentemente pela Starbem, plataforma voltada à saúde e ao bem-estar corporativo, aponta que cerca de 62,4% dos trabalhadores brasileiros estão acima do peso. A pesquisa avaliou o índice de massa corporal (IMC) de 61 mil colaboradores distribuídos em 210 empresas.
Os dados mostram que o sobrepeso é mais frequente entre os homens, alcançando 66,6% do total, enquanto entre as mulheres o índice chega a 59,8%. Por outro lado, a obesidade grau III atinge mais o público feminino (3,8%) do que o masculino (2,9%). Nos casos de obesidade grau I, homens e mulheres apresentam índices semelhantes.
Quando analisados por faixa etária, os mais jovens apresentam uma vida mais saudável: a taxa de obesidade quase dobra entre os 20 e os 50 anos. Já em relação aos estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul lideram o ranking de regiões com maior número de trabalhadores obesos.
O levantamento também chamou a atenção para a falta de acompanhamento médico. Dos 17.110 trabalhadores obesos cadastrados na plataforma, 11.953 — equivalente a 69,9% — não passaram por consulta com nutricionista ou endocrinologista nos últimos 12 meses. Os autores do estudo lembram, porém, que esses profissionais podem ter sido procurados por meio de plano de saúde particular, rede privada ou pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Especialistas reforçam que a obesidade é uma doença crônica, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o acúmulo anormal ou excessivo de gordura no corpo. Estar acima do peso eleva o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, asma, problemas renais, nas articulações e diversos tipos de câncer. O tratamento adequado inclui acompanhamento médico, prática regular de atividades físicas e adoção de uma alimentação equilibrada.

